domingo, 4 de setembro de 2011

Avenida Fontes Pereira de Melo

Rui Palma Carlos (1948-2008), Palacete (Av. Fontes Pereira de Melo) (1985). Bilhete-postal, «Colecção Casas de Lisboa», Edição MARGRAPE, 5.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Rua Sarah Affonso

Rui Palma Carlos (1948-2008), Picoas (1985). Bilhete-postal, «Colecção Casas de Lisboa», Edição MARGRAPE, 4.

domingo, 26 de junho de 2011

R. D. Thomaz de Mello

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Rui Palma Carlos (1948-2008), Casa Típica Alfacinha (1985).
Bilhete-postal, «Colecção Casas de Lisboa», Edição MARGRAPE, 3.
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Andei à procura na internet de informação sobre Rui Palma Carlos e apenas descobri que foi arquitecto, poeta, pintor e artista gráfico, tendo realizado várias pinturas sobre ruas e casas de Lisboa. Acerca da colecção de postais também pouco encontrei.
Da pesquisa que fiz, por mera curiosidade, sempre na internet (por falta de tempo), ainda não percebi se estas imagens de casas com letreiros de ruas correspondem à realidade (ainda existente ou já desaparecida), ou se são criações do artista, inspiradas nas casas típicas de Lisboa. Os nomes das ruas, por exemplo, nem sempre correspondem a ruas de Lisboa (pelo menos às actuais). Não existe uma Rua Francis Smith, mas sim um largo em Carnide; há uma Rua D. Thomaz de de Mello Breyner, no Beato, mas hoje não tem nada a ver com a imagem de Palma Carlos.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Rua Mário Beirão

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Rui Palma Carlos (1948-2008), Antiguidade Portuguesa (1985).
Bilhete-postal, «Colecção Casas de Lisboa», Edição MARGRAPE, 2.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Rua Francis Smith

Rui Palma Carlos (1948-2008), Lisboa recordada (1985).
Bilhete-postal, «Colecção Casas de Lisboa», Edição MARGRAPE, 1.
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Gostava de saber se esta rua existe...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Água de Carvalhelhos

Numa rua da Figueira da Foz.

terça-feira, 29 de março de 2011

O Gaspar da Viola

Desenho de Manuel de Macedo, in Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Camponesas de Viana do Castelo e da Maia



De fotografias, in Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Mulheres de Avintes e de Carvalhos

Camponesa de Avintes, fotografia da Casa Fritz (1880-1890), in Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.
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Camponesa de Carvalhos, fotografia da Casa Fritz (1880-1890), in Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.
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 Ilustração de Columbano Bordalo Pinheiro, «Mulher de Avintes», para a revista Á Volta do Mundo, n.º 14, 1880.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fadista - 1873

Lisboa, 1873
Gravura feita a partir de uma aguarela de Rafael Bordalo Pinheiro.
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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Trapeiros e vendedores de rosários e de tâmaras (Lisboa, ca. 1850)

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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Água vai!

 
«Costume of Portugal» por H. L'Evêque.
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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Assadeira de castanhas - Lisboa, 1814

«Costume of Portugal» por H. L'Evêque.
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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Um camponês de Torres Vedras (1808-1809)

«Portugal e Espanha» por W. Bradford.
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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mulher de capote e lenço

«Portugal e Espanha» por W. Bradford.
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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um moleiro (1806)

Colecção «Vendilhões» por M. Godinho.
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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vendedores de alhos e de palitos e rocas (1806)

 Colecção «Vendilhões» por M. Godinho.
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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vendedores de pinhões e de caramelo (1806)

Colecção «Vendilhões» por M. Godinho.
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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vendedores de água, tripas e mel (1806)

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Colecção «Vendilhões» por M. Godinho.
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Alberto Souza, O Trajo Popular em Portugal nos seculos XVIII e XIX, Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1924.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Resedá, Corôa de Rei e Violetas

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RESEDÁ - Vossas qualidades excedem vossos encantos.
«Apenas um seculo tem decorrido depois que a resedá veiu do Egypto para a França. Linneu comparava seus perfumes aos da ambrosia; são mais suaves e mais penetrantes ao nascer e pôr do sol (...)».
Reza a lenda que uma família da Saxónia tem por divisa um ramo de resedá, o que se deve a uma história ligada a Amélia de Nordbourg. Esta, sendo muito bela, desdenhou o seu pretendente, o conde de Walshteim, o qual acabou por se casar com Carlota, parente de Amélia, que era menos bela mas tinha bom coração.

COROA DE REI - Realeza.

VIOLETA BRANCA - Candura - Ingenuidade.

VIOLETA ROXA - Modestia.
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Flores

«Amar é um esperança uma ventura que nos embriaga,
não amar e não viver, é ter a crença
d'esta triste verdade que a innocencia é uma mentira,
o amor é uma arte, a ventura um sonho».
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Rosa Amarela, Branca e Rainha

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ROSA AMARELLA - Infedilidade
«O amarello é a côr dos infieis (...). A agua a fatiga, o sol a queima, o constrangimento parece só convir a esta flor sem perfume, que não sabe aproveitar-se nem dos cuidados nem da liberdade. Quando queremos vê-la em todo o seu brilho, é preciso dobrar seus botões para a terra, e rete-los assim pela força; então ella florece».

ROSA BRANCA - Silêncio
O deus do silencio era representado sob a fórma de um mancebo (...), tendo um dedo sobre a bôca, e tendo uma rosa branca na outra mão. Diz-se que o amor lhe tinha dado esta rosa para o resolver a ser-lhe favoravel. Os antigos esculpiam uma rosa sobre a porta da sala dos festins, para advertir os convivas que nada deviam divulgar do que ali se dizia».


ROSA RAINHA - Belleza
«(...) Ella é a imagem da mocidade, da innocencia e do prazer; ella pertence a Venus (...)».
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Madre-Silva, Dália e Heliotropio





MADRE-SILVA - Laços de Amor

«A fraqueza agrada á força, e não poucas vezes lhe presta graças. Vê-se frequentes vezes a madre-silva cingir amorosamente com suas hastes brandas e delicadas o tronco nodoso de um grande carvalho (...)».

DÁLIA - Meu reconhecimento excede vossos cuidados
«Esta planta veiu do Mexico, onde fazem das suas raizes uma especie de alimento (...).
A Dahlia tem a significação que se lhe attribue, porque reconhece os cuidados da cultura muito alem das esperanças do jardineiro».

HELIOTROPIO - Eu vos amo - Embriaguez amorosa - Transporte amoroso
«um dia, o celebre botanico Jussieu, herborisando nas Cordilheiras, sentiu-se repentinamente como embriagado dos mais deliciosos perfumes (...), mas não apercebeu senão lindas moitas, de um bello verde, sobre a qual destacavam espigas de um azul desmerecido; (...) viu que as flores de que estavam carregadas se voltavam mollemente para o sol (...), Tocado d'esta singularidade, deu á planta o nome de heliotropio composto de duas palavras gregas, helios, sol; e trepo, eu volto. O sabio botanico (...) deu-se pressa em colher sementes d'esta planta, e envia-las ao jardim do rei em Paris (...). As damas acolherem esta flor com enthusiamo; e depois de a collocarem nos vasos mais preciosos, a denominaram herva de amor (...)».
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Anémona, Lírio e Liz

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ANEMONA - Abandono - Esquivança.
«Anemona foi uma nympha amada de Zephiro; Flora, ciosa, baniu-a de sua côrte e a metamorphoseou em uma flor que desabrocha sempre antes da chegada da primavera. Zephiro abandonou esta infeliz belleza ás caricias do duro Boreas (...)».
Uma anemona com esta legenda, brevis est usus (seu reinado é curto), exprime maravilhosamente a passagem rapida da belleza».

ANEMONA DOS PRADOS - Doença.
«Em algumas provincias de França imagina-se que a flor da anemona dos prados é tão perniciosa que tem o poder de envenenar o ar (...)».

LIRIO - Mensagem.
«(...) suas cores brilhantes e variadas, como as do arco-íris, têem grangeado para esta flor o nome de mensageira dos deuses».

LIRIO-FLAMMA - Chamma - Flamma.
«O lirio-flamma (...) é uma planta, que o camponeses allemães folgam de ver crescer sobre o tecto de suas cabanas. Quando o ar agita suas bellas flores (...) dir-se-ia que chammas ligeiras e perfumadas deslisam sobre esses tectos rusticos (...)».

LIZ - Magestade.
«(...) Só, parece frio e como fatigado; cercado de mil outras flores, offusca-as a todas: é um rei, sua apparencia é a da magestade.
O liz primitivo veiu da Syria; outr'ora ornou os altares do Deus de Israel, e coroou a fronte de Salomão (...).
Carlos Magno queria que elle partilhasse com a rosa a gloria de perfumar seus jardins; e a dar credito a antigas tradicções, o valente Clovis recebeu um lis celeste no dia em que a victoria e fé lhe foram dadas.
Luiz VII de França nas flores de liz achou o triplice symbolo da belleza, do seu nome e do seu poder: collocou-as no seu escudo, no seu sêllo e no seu dinheiro. Philippe Augusto semeou d'ellas o seu estandarte».
S. Luiz trazia um anel, representando, em esmalte e em relevo, uma grinalda de flores de liz e de margaridas, e sobre o engaste do mesmo anel estava gravado um crucifixo com as palavras: (Hors cet annel pourrions nous trouver amour?) Fóra d'este anel que podeemos amar? porque effectivamente este anel offerecia ao monarcha piedoso o emblema de tudo que elle tinha de mais caro - a religião - a frança - a esposa.
Foi também uma idéa religiosa a que levou Carlos V de França a fixar em tres o numero das flores de liz (...)».
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Trigo, Jacinto e Melindres

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TRIGO - Riqueza
«(...) Esta planta parece ter sido confiada pela Providencia aos cuidados do homem , com o uso do fogo para lhe assegurar o sceptro da terra. Com o trigo (...) póde-se dispensar todos os outros bens e póde-se adquiri-los».
«O homem com o trigo póde nutrir todos os animaes domesticos que lhe servem de alimento, e que partilham seus trabalhos (...)».
«O trigo é o primeiro laço das sociedades, porque a sua cultura e amanhos exigem grandes trabalhos e serviços mutuos; por isso os antigos tinham chamado à boa Ceres, legisladora».
«Um arabe, perdido no deserto, não tinha comido durante dois dias (...). Passando junto d'um poço (...) apercebeu sobre a areia um pequeno sacco de coiro, apanha-o, e diz: «Deus seja louvado; é, julgo eu, uma pouca de farinha.» Apressa-se em abrir o sacco, mas á vista do contheudo exclama: «quanto sou desgraçado! é apenas oiro em pó!»

JACINTO - Jogo
Foi jogando a conca nas margens do rio Anphriso que Apollo matou o bello Jacinto. Não podendo restitui-lo á vida, o deus o metamorphoseou na flor do seu nome».

MELINDRES - Melindres
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868. 




sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lichnis, Saudade e Sensitiva

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LICHNIS - Simpatia irresistível

SAUDADE - Saudade - Viuvez

SENSITIVA - Pudor
«A sensitiva, chamada tambem acacia pudica e mimosa pudica, parece fugir á mão que quer tocar».
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ophris, Lírio dos Vales e Dedaleira

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OPHRIS-ARANHA - Destreza - Habilidade
«Arachnea foi uma muito habil bordadora, que ousou desafiar Minerva no exercício d'esta arte. A deusa offendida, metamorphoseou esta imprudente em aranha. A ophris-aranha assimilha-se ao insecto, que, sob uma fórma hedionda, não tem perdido sua destreza e habilidade».

OPHRIS DE TRES FOLHAS OU MOSCA - Erro
«A flor de ophris de tres folhas assimilha-se tão perfeitamente a uma abelha, que muitas vezes somos induzidos em erro».

LIRIO DOS VALLES OU CONVALLE - Regresso da ventura
«(...) desde os primeiros dias de maio, suas flores de marfim se entr'abrem e derramam seus perfumes nos ares. A esse signal o rouxinol deixa as nossas sebes e çarças, e vae procurar no seio dos bosques uma companheira (...); guiado pelo perfume do lirio convalle, o harmonioso passarinho escolhe o seu asylo (...) e celebra, por cantos melodiosos (...) o amor e a flor que cada anno lhe annuncia a volta da primavera e da ventura».

Fábula de Aimé Martin, traduzida por Dantas Pereira:

«Foi Convalle um pastor da aurea idade,
Galante e dos mais amaveis;
(...)
De todos os encantos tinha posse,
se voluvel não fosse,
Era rapaz perfeito:
Mas, ah! que dos seus meios abusava!
E a pobre que nos laços seus caía,
Só depois encontrava
Engano e zombaria.
(...)
Ao tribunal do deus o réu citado,
Venus inda noviça, inda innocente,
Fez seu arrasoado
Pela fidelidade.
(...)
Vae-se a votos, e o nume decidiu
N'um momento o voluvel seductor,
Do deus ao sopro, é transformado em flor,
que do falso o nome tem.
(...)»

DEDALEIRA - Trabalho
«Esta planta é assim chamada, porque a sua flor se assimilha á forma de um dedal, d'onde lhe provém symbolisar o trabalho».
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Salva, Margaridas e Malmequer

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SALVA - Estima.
«(...) a mais salutar das plantas aromáticas».

MARGARIDA - Variedade.
«As primeiras sementes foram remettidas para o jardim do rei (de França) em 1730, pelo padre Incarville, missionario na China (...)».

MARGARIDA PEQUENA SINGELA - Innocencia.

MARGARIDA PEQUENA DOBRADA - Eu partilho vossos sentimentos.

MALMEQUER AMARELLO DOBRADO DO CAMPO - Afflição - Pena - Pezar.

MALMEQUER AMARELLO SINGELLO DO CAMPO - Ciume.

Poema de Constant-Dubos:

«Quantas vezes a pastora,
Longe do jovem amante,
Diz comsigo: É-me fiel?
Voltará elle constante?

Tremendo te colhe então...
E sob a mão mal segura,
O orac'lo que se desfolha
Lhe indica a sorte futura.

Pema de Palmeirim:

«Malmequer: que triste sorte,
Mal aceito á formosura!
Consultei folha por folha,
Pobre flor da desventura;
Não me quer pouco nem muito,
Para mim foi-se a ventura! (...)»

MALMEQUER BRANCO DO CAMPO - Eu pensarei n'isso.
«Nos tempos da cavallaria andante, quando uma dama não queria aceitar nem rejeitar os votos de um pretendente de amorosa mercê, ornava sua fronte de uma corôa de malmequeres brancos do campo; isto queria dizer: Pensarei n'isso,

MALMEQUER DA SECIA - Cautella.

MALMEQUER E CYPRESTE - Desespero.

MALMEQUER E PAPOULA - Eu acalmarei vossas penas.

MALMEQUER E ROSA - Doce pena de amor.

MALMEQUER NA BOCA - Não digo o que sinto.

MALMEQUER NO CABELO - Pena na alma.

MALMEQUER NO CORAÇÃO - Pena de amor.

MALMEQUER NO SEIO - Crueis tormentos.

MALMEQUER PLUVIAL - Pressagio - Prognostico.
«Esta flor abre constantemente ás sete horas, e permanece aberta até ás quatro, se o tempo tem de conservar-e secco; porém se ella não abre, ou abrindo, fecha antes da hora regular, podemos estar seguros de que choverá durante o dia».
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868. 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ervilha de Cheiro, Boas Noites e Martyrio

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ERVILHAS DE CHEIRO AZUES - Expressão de amor.
ERVILHAS DE CHEIRO ENCARNADAS - Doçura - Suavidade.
ERVILHAS DE FRUCTO - Appareça.

BOAS NOITES - Acanhamento - Timidez.
«Esta planta é originária do México e do Perú. As suas lindas florinhas só abrem depois do sol posto (...)».

MARTYRIO - Crença - Fé - Religião.
«Estão representados na flor do martyrio uma corôa de espinhos, o açoute, a columna, a esponja, os cravos e as cinco chagas de Christo. É por isso que se chama tambem a esta flor - Passiflor ou flor da paixão, e que se faz d'ella o emblema da fé e da religião».
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In Diccionario da linguagem das Flores ornado com estampas coloridas, Lisboa, Typographia Lusitana, 1868.